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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Capítulo IV – Prática – Química Aplicada - IV -25. – Química Aplicada.

 

UNIFAVENI - CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA

CURSO DE GRADUAÇÃO

Reconhecido pelo ministério da educação

(Código) Grau:   (1451121) Licenciatura em QUÍMICA

 

 

 

 

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

 

 

 

CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA

 

 

 

O Químico e  as atividades laborais no contexto da industrialização da água

 

 

 

 

FORTALEZA

2024

UNIFAVENI - CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA

CURSO DE GRADUAÇÃO

 

 

 

 

 

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

O Químico as atividades laborais no contexto da industrialização da água

 

RELATÓRIO aPRESENTADO JUNTO A COORDENAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM QUÍMICA DA UNIFAVENI COMO REQUISITO PARCIAL PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE LICENCIADO PLENO EM QUÍMICA.

 

 

 

CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FORTALEZA

2024

UNIFAVENI - CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA

CURSO DE GRADUAÇÃO

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

O Químico as atividades laborais no contexto da industrialização da água.

 

 

Declaro que sou autor DO PRESENTE EXPEDIENTE,  trabalho de conclusão de atividades complementares. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.

Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação  aos direitos autorais nos termos do  REGIMENTO ACADÊMICO do CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI..

 

 

César Augusto Venâncio da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

______________________________________

E-MAIL: cesarvenancio.neurociencia@gmail.com

 

 

 

UNIFAVENI - CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA

CURSO DE GRADUAÇÃO

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

O Químico e as atividades laborais no contexto da industrialização da água.

IV -25. – Química Aplicada.

A química aplicada é a aplicação do conhecimento químico para atingir um objetivo específico, ou seja, é a química na prática. Os principais conceitos estudados na química aplicada são:  Densidade; Solubilidade; Evaporação; Condensação; Difusão de gases; Corrosão e Ácidos e bases.

A química aplicada pode ser utilizada em diversas áreas, como petróleo, petroquímica, farmacêutica, metalúrgica, siderúrgica, álcool, agroindústria, cerâmica, papel e celulose, e indústria de alimentos.  Também é possível estudar química aplicada em cursos de licenciatura ou cursos online. A licenciatura em química dá acesso a cursos de mestrado em áreas científicas variadas, como química, biologia e ciências biomédicas. O curso.

Para entendermos a diferença entre Química Pura e Aplicada vamos fazer uma comparação entre Ciência e Tecnologia. A “química pura” assemelha-se à ciência, na qual o objetivo principal é a aquisição do conhecimento, estudar sobre a composição do Universo, descobrir novas substâncias, enfim, o estudo sem uma aplicação prática. A “química aplicada”, como o próprio nome já retrata, é a aplicação do conhecimento, é como a tecnologia que utiliza da ciência para atingir um objetivo específico." – Líria Alves de Souza. Brasil Escola.

A química aplicada tem seus profissionais trabalhando para empresas privadas, e a forma de trabalho é a pesquisa específica em curto prazo, por exemplo, colaboração para o desenvolvimento de uma vacina visando à cura de uma epidemia. Portanto, é a aplicação direta da química em benefício do homem.

https://www.cognitoforms.com/file/qc18TxxpYycqjQM8K4tyuKlkl7Zph9ilE1lV_sVx2ZXCrwO63EITuWuEwC2CnbgR Recomendamos neste estudo conhecer União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and Applied Chemistry), ou simplesmente IUPAC. Trata-se de uma organização não governamental (ONG) internacional, dedicada ao avanço da Química que foi criada em março de 1919, em Genebra. É a autoridade reconhecida no desenvolvimento de padrões para a denominação (nomenclatura) dos compostos químicos. https://iupac.org/dhtml_home.html

IV -26. – Indiscutível que a  Química pode contribuir para melhorias no tratamento da água.

A Química é essencial para as melhorias dos processos de tratamento de água. É por meio de processos físicos e químicos que são retiradas as impurezas da água bruta e o esgoto bruto se torna efluente final e retorna ao curso do rio. Além disso, a Química pode contribuir com o desenvolvimento de novos produtos para o tratamento de água ou esgoto que sejam provenientes de fontes renováveis e que diminuam a perda de materiais, melhoria dos processos de reuso de água, diminuição do consumo de energia e produção de resíduos.  O profissional de Química é imprescindível em uma empresa de saneamento, ou e de envazamento de agua aditivada ou mineral. Podendo atuar em diversas áreas, como controle operacional, meio ambiente, laboratório de controle de qualidade e até na área de compras, entre outras.  O químico pode trabalhar diretamente nas ETAs ou nas ETEs [Estações de Tratamento de Esgoto] no controle operacional, avaliando os parâmetros operacionais de controle como pH, cor, turbidez, cloro residual livre, flúor, sólidos, fósforo, oxigênio dissolvido, coliformes (que são indicadores biológicos) e, assim, fazer os ajustes necessários no processo de tratamento de água ou esgoto”.  O químico deve estar presente no laboratório de controle de qualidade desenvolvendo metodologias de ensaio, preparando soluções de trabalho, realizando análises espectrofotométricas, colorimétricas, titulométricas e cromatográficas.  Os químicos também são responsáveis pela especificação de insumos e reagentes dentro dos laboratórios e pelo controle metrológico dos processos”.

Os futuros químicos licenciados pela UNIFAVENI: “Sigam em frente com os seus planos, porque trabalhar com tratamento de água e esgoto é muito gratificante, pois garantimos saúde e bem-estar para toda a população.”  A Química é fundamental para a transformação dos hábitos da humanidade, pois o desenvolvimento de processos mais eficientes diminui a poluição, permite a reciclagem de materiais e a redução da produção de resíduos, além do desenvolvimento de tecnologias de produção de alimentos e medicamentos para melhorar a qualidade de vida.”

IV -27. – Método de Envasamento da Água Mineral.

IV -27.1. – Resumo.

O método de envasamento da água mineral é essencial para garantir a qualidade, a segurança e a conservação desse produto tão importante para a saúde e o bem-estar das pessoas. Ao seguir todas as etapas desse processo de forma adequada, as indústrias produtoras de água mineral podem oferecer aos consumidores um produto confiável e de alta qualidade.

O método de envasamento da água mineral é um processo fundamental na indústria de bebidas, especialmente na produção e embalagem de água mineral. Esse método consiste em todas as etapas necessárias para envasar a água mineral em garrafas ou outros recipientes, garantindo a qualidade e a segurança do produto final.

O método de envasamento da água mineral desempenha um papel crucial na preservação das características naturais da água, bem como na garantia da sua qualidade e segurança para o consumo. É por meio desse processo que a água mineral é embalada de forma adequada, protegendo-a de possíveis contaminações e mantendo suas propriedades benéficas.

O método de envasamento da água mineral envolve diversas etapas, que devem ser seguidas rigorosamente para garantir a qualidade do produto final. Entre as principais etapas desse processo, podemos destacar:

IV -27.1.1. Tratamento da água - Antes de ser envasada, a água mineral passa por um processo de tratamento, que tem como objetivo remover impurezas e garantir a sua pureza e potabilidade. Esse tratamento pode incluir a filtração, a desinfecção e a remineralização da água, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos reguladores.

IV -27.1.2. Envase - A etapa de envase consiste no preenchimento das garrafas ou recipientes com a água mineral tratada. Esse processo pode ser realizado de forma automática, por meio de máquinas envasadoras, ou manualmente, dependendo da capacidade de produção da indústria.

IV -27.1.3. Fechamento das embalagens - Após o envase, as embalagens de água mineral devem ser devidamente fechadas para garantir a sua integridade e evitar a contaminação. Esse fechamento pode ser realizado por meio de tampas de rosca, lacres ou outros sistemas de vedação, dependendo do tipo de embalagem utilizado.

IV -27.1.4. Rotulagem e codificação - Uma vez que as embalagens estão fechadas, é necessário realizar a rotulagem e a codificação dos produtos. Essa etapa envolve a aplicação de rótulos com informações sobre a marca, o tipo de água mineral, a validade e outros dados relevantes. Além disso, é comum também a aplicação de códigos de barras ou outros sistemas de identificação.

IV -27.1.5. Armazenamento e distribuição - Após todas as etapas anteriores, as embalagens de água mineral são armazenadas em condições adequadas, garantindo a sua conservação até o momento da distribuição. É importante que o armazenamento seja realizado em locais limpos, secos e livres de odores, para evitar qualquer tipo de contaminação.

IV -27.2. – Benefícios do Método de Envasamento da Água Mineral - O método de envasamento da água mineral traz diversos benefícios tanto para os consumidores quanto para as indústrias produtoras. Entre os principais benefícios, podemos destacar:

IV -27.2.1. Qualidade e segurança - O método de envasamento adequado garante a qualidade e a segurança da água mineral, evitando contaminações e preservando suas propriedades benéficas para a saúde. Isso proporciona aos consumidores a confiança de que estão consumindo um produto de qualidade.

IV -27.2.2. Durabilidade e conservação - As embalagens utilizadas no método de envasamento da água mineral são projetadas para garantir a durabilidade e a conservação do produto. Isso significa que a água mineral pode ser armazenada por um longo período de tempo sem perder suas características naturais.

IV -27.2.3. Facilidade de transporte e consumo - As embalagens de água mineral são práticas e fáceis de transportar, permitindo que o produto esteja disponível em diversos locais. Além disso, a embalagem facilita o consumo, pois pode ser aberta e fechada várias vezes, mantendo a qualidade da água.

IV -27.2.4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

ARGENTINA. Leis, decretos, etc.- Código Alimentario Actualizado. Boletin Oficial, 30jun 71, p. 45-58. 2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Determinação da permeabilidade a gases e vapores: método de ensaio. São Paulo, ABNT, 1986 (Projeto N° 23:05.08- 004). 3. BÉLGICA. Leis, decretos, etc.- Arrêté royal du 25 aoüt 1976, du Ministére de Ia Santé Publique et de Ia Lamille. Moniteur Belge, Bruxelles, 24 sept. 1976. p. 12029- 82. Completé l'arrêté royal du 12 sept. 1972 relatif à Ia fabrication, au commerce et à I'ernploí des objets et substances alimentaires. 4. BÉLGICA. INSTITUT BELGE DE NORMALISATION. Analyse des eaux: determination de I' oxydabilite a chaud-méthode par le permanganate de potassium Bruxelles, IBN, 1974. (NBNT 91-202). 5. BOLETIM DE AMERICANA. INTEGRAÇÃO Rio de Janeiro, Ministério das Relações Exteriores. N° 12,janl mar. 1994. rapprochment des législations des États membres consernant l'exploitation et Ia mise dans le commerce des eaux minérales naturelles. (30.8.80 N° L 229/1 80n77/CEE). 10. COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL, São Paulo. Água: determinação de oxigênio consumido: método de permanganato de potássio, São Paulo, CETESB, 1993. 4p. 11. COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENT AL, São Paulo. Determinação de sólidos em água: métodos gravimétricos, São Paulo, CETESB, 1991. 16 p. 12. COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENT AL, São Paulo. Invólucros e recipientes plásticos para águas minerais. São Paulo, CETESB, sd. 170 p. 13. FRANÇA. ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. Essais LATINOdes eaus: dosage de l'oxygêne cédé par le permanganate de potassium. Paris, AFNOR, 1960 (NBNT 91-202). 6. BRASIL. Leis, decretos, etc. Resolução 25n6 da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 12jan. 1977. Seção I, pt. I, p. 1483- 86. Estabelece padrões de identidade equalidade para as águas minerais da fonte. 7. BRASIL. Leis, decretos, etc. Resolução 13n5 da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 30 jul. 1975. Seção I, pt. I, p. 9518. Dispõe sobre o acondicionamento de águas minerais ou de mesa em recipientes elaborados com substâncias resinosas el ou poliméricas. 8. BRASIL. Leis, decretos, etc.- Resolução 45n7 da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde. Diário Oficial, Brasília, 1° fev. 1978. Seção I, pt. I, p.1781- 95. Aprova as listas de polímeros, resinas e respectivos aditivos e regulamenta seu emprego na elaboração ou revestimento de embalagens. 9. COMISSION OF THE EUROPEAN COMUNITIESDirective du Conseil du 15 juillet 1980- Relative au 14. FRANÇA. Leis, decretos, etc. Protocole d'expertise du conditionnement des eaux potables ou gazéifiées en matériau autre que le verre. Journal Official de Ia Republique Française, 25 aôut 1971, s 458. 15. GARCIA, E.E.C. Embalagem para água mineral. Informativo CETEA, Campinas: V.I, N° 4, p.2-3, 1989. 16. INSTITUTO ADOLFO LUTZ (São Paulo)- Normas Analíticas do Instituto Adolfo Lutz; 3" ed. São Paulo, IMESP, 1985, v.l: Métodos químicos e físicos para análise de alimentos. p. 458-463. 17. POPOFF, G.- Acondicionamento de águas em embalagem descartável. Laboratoire National de Ia Santé de Ia France- 17 de novembro de 1988. {Apresentado no Seminário Internacional "O PVC na Embalagem de Água Mineral", São Paulo SP, 1988). 18. SINDICATO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS DE ÁGUAS MINERAIS. SINDINAM. Jornal Informativo, V. I, N° I, jul/ago., 1992.

IV -27.2.5. REFERÊNCIAS - CONTATOS ÚTEIS.

Inmetro: www.inmetro.gov.br Ouvidoria do Inmetro: 0800-285-1818; ouvidoria@inmetro.gov.br Sugestão de produtos para análise: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/formContato.asp Relate acidentes de consumo: http://www.inmetro.gov.br/consumidor/acidente_consumo.asp Portal do Consumidor: www.portaldoconsumidor.gov.br Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: www.abnt.org.br Instituto da Qualidade Automotiva www.iqa.org.br tel.: 11-5533-4545 iqa@iqa.org.br Alameda dos Nhambiquaras, 1509 – Indianópolis CEP 04090-013 São Paulo/SP

IV -28. Processo de Captação e Envase da Água Mineral.

A captação é um conjunto de instalações, construções e operações necessárias à exploração da água mineral ou potável de mesa de um aquífero, sem alterar as propriedades naturais e a pureza da água mineral ou potável de mesa. Ela se faz através de fontes naturais ou por poços artesianos. A água é transferida para os reservatórios por meio de bombas. Os tubos de revestimento, as conexões, tubulações deverão ser de material que preserve as características naturais da água, como aço inoxidável, PVC (policloreto de vinila) atóxico ou outro material aprovado pelo DNPM . A instalação de bombas nos sistemas de captação deve assegurar a não contaminação da água por óleo e outras impurezas provenientes de seu funcionamento ou necessárias a sua manutenção.

Os reservatórios são locais de armazenamento de água proveniente exclusivamente da captação para acumulação e/ou regulação de fluxo de água. Os reservatórios devem ser construídos em alvenaria ou aço inoxidável, devendo ter uma capacidade de armazenamento tal, que o tempo de permanência da água da captação não exceda três dias. Periodicamente devem ser feitas a limpeza e desinfecção dos reservatórios, com produtos que não interfiram nas qualidades naturais da água. Dos reservatórios a água mineral é enviada para os filtros.  As tubulações utilizadas para a movimentação da água podem ser em polietileno de alta densidade (PEAD) ou em aço inox. Em muitos casos, a estabilização micro-biológica da água mineral, antes de ser envasada, é efetuada através da utilização do ozônio (O3).

A filtração é uma operação de retenção de partículas sólidas por meio de material filtrante que não altera as características químicas e físico-químicas da água. Esta operação não pretende melhorar a qualidade bacteriológica da água, o seu objetivo é a eliminação de elementos instáveis e em alguns casos, é feita a microfiltração através de membranas para reter microrganismos. A gaseificação é a adição artificial de dióxido de carbono durante o processo de envasamento. A carbonatação é útil para reduzir a quantidade de microrganismos e prevenir seu posterior crescimento, porém não se deve considerar como um meio para desinfectar a água vinda de uma fonte microbiológica insegura.  O envasamento é uma operação de introdução de água proveniente da captação e/ou dos reservatórios nas embalagens, até o seu fechamento. O envasamento e o fechamento das embalagens devem ser efetuados por máquinas automáticas, sendo proibido o processo manual. As máquinas devem estar dispostas de modo que haja um processamento contínuo, desde a lavagem até o fechamento. A sala de enchimento e o setor onde se processa a lavagem e desinfecção dos recipientes devem ser mantidos em perfeitas condições de limpeza e higiene, não sendo permitido usá-los como depósito de materiais.

Todos os cuidados devem ser tomados para que a água mineral não seja contaminada, ao realizar-se a limpeza e desinfecção dos setores de envasamento. As embalagens utilizadas no envasamento das águas minerais e potáveis de mesa devem garantir a integridade do produto, sem alteração das suas características físicas, físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. A rotulagem é a identificação de cada vasilhame de produto, permitindo que este seja rastreado da fábrica até o consumidor. Ela deve ser feita fora da sala de envasamento. Após a rotulagem o produto final passa por uma verificação visual, isto é feito para detectar perigos físicos, ou seja, sujidades mais grossas, partículas suspensas, plásticos e outros.

Os produtos envasados devem ficar estocados em locais afastados das instalações industriais. Eles devem permanecer em estrados, para que as embalagens não entrem em contato diretamente com o piso.

 

IV -29. Conclusão. 

Após, duzentas horas de estudos, cincoenta horas como observador em uma empresa especializada em água para consumo humano, agua aditivada, e cento e cincoenta horas de análises técnicas dos dados apresentados neste relatório, concluo a importância do Licenciado em Química, na intervenção junto aos “tipos de água para consumo e suas diferenças entre mineral, potável e adicionada.

Como se observa no dia-a-dia no mercado de águas para consumo humano, existem três tipos principais de água que podem ser comercializados: água mineral, água potável ou natural e água adicionada. Cada tipo possui características distintas e é importante entender as diferenças entre eles para escolher a melhor opção para a saúde e bem-estar do usuário.

IV -29.1 – Resumo -  Água mineral.

A água mineral é originada de fontes naturais subterrâneas, com características físico-químicas e biológicas especiais, sendo submetida a um processo rigoroso de envasamento sem sofrer nenhum tipo de alteração em sua composição natural. Para ser considerada mineral, a água deve conter pelo menos 250 mg/L de sólidos dissolvidos totais, ser microbiologicamente própria para o consumo humano e estar em conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos pela legislação brasileira. Entre os principais benefícios da água mineral estão a presença de minerais essenciais para o organismo, como cálcio, magnésio e potássio, e o equilíbrio do pH, que pode variar de água para água. Além disso, a água mineral não passa por tratamento químico para sua potabilização, o que a torna uma opção mais natural e saudável.

IV -29.2 – Água potável ou natural.

A água potável ou natural é proveniente de fontes diversas, como rios, lagos, represas ou lençóis freáticos, e passa por um processo de tratamento para remover impurezas e micro-organismos. Esse tratamento pode incluir a filtração, a cloração e a ozonização da água. A água potável ou natural não tem um padrão de composição definido, o que significa que a quantidade de minerais e outros nutrientes pode variar bastante de uma fonte para outra. Por isso, é importante avaliar a procedência e a qualidade da água potável ou natural antes de consumi-la.

 

IV -29.3 – Água adicionada.

A água adicionada é obtida a partir da água potável ou natural, que passa por um processo de enriquecimento com sais minerais e outros nutrientes, como cálcio, magnésio, potássio, ferro e vitaminas. Esse tipo de água é bastante comum em países onde a população tem deficiência de nutrientes na dieta, como o Brasil. No entanto, a água adicionada pode conter aditivos químicos, como conservantes e corantes, além de açúcares e adoçantes, o que a torna uma opção menos saudável do que a água mineral e a água potável ou natural. Em resumo, a água mineral é a opção mais saudável e natural para o consumo humano, pois possui uma composição equilibrada de minerais e nutrientes essenciais, sem adição de químicos ou outros aditivos. A água potável ou natural também pode ser uma boa opção, desde que sua procedência e qualidade sejam avaliadas. Já a água adicionada pode conter aditivos químicos e açúcares, o que a torna uma opção menos saudável. Por isso, é importante estar atento aos rótulos e selos de qualidade das águas que você consome.

 

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